“Juntos por mais dignidade, união e respeito aos motoristas de aplicativo de Saquarema.”
Objetivos
A Associação dos Motoristas de Aplicativo de Saquarema (AMAS) é uma entidade sem fins lucrativos que tem como missão representar, fortalecer e valorizar os motoristas por aplicativo da cidade e região. Atuamos na defesa dos direitos da categoria, oferecendo suporte jurídico, apoio institucional, capacitações, parcerias e ações de conscientização para melhorar a mobilidade urbana e as condições de trabalho dos nossos associados.
Uma análise é que o programa Move Brasil pode ser um bom negócio para alguns motoristas de aplicativo, mas está longe de ser uma solução universal.
Os pontos positivos são claros:
Juros menores do que os financiamentos tradicionais.
Possibilidade de financiar carros novos de até R$ 150 mil.
Prazo longo, chegando a 72 meses.
Possibilidade de entrada reduzida ou até zero em algumas operações.
Menor risco de manutenção comparado a um carro usado muito rodado.
Agora vem a parte que muitos motoristas precisam analisar com calma.
Se você:
Já trabalha com aplicativo há bastante tempo;
Tem demanda constante na sua região;
Consegue manter um faturamento líquido razoavelmente previsível;
Está pagando aluguel de carro muito alto;
então trocar o aluguel por uma parcela pode fazer sentido.
Um motorista que paga R$ 2.000 a R$ 3.000 por mês de aluguel praticamente está pagando um veículo que nunca será dele. Em alguns cenários, uma parcela semelhante gera patrimônio ao final do contrato.
O grande problema é que muitos motoristas olham apenas para a parcela.
Além da prestação existem:
Seguro;
Manutenções;
Pneus;
IPVA;
Licenciamento;
Desvalorização;
Dias sem trabalhar por manutenção ou acidente.
E existe um fator que considero o mais importante: a renda do aplicativo não é garantida.
As plataformas podem:
Reduzir tarifas;
Aumentar a concorrência;
Alterar regras;
Bloquear contas;
Diminuir incentivos.
Ou seja, você assume uma dívida de 6 anos baseada numa atividade cuja renda pode mudar bastante nesse período.
Vejo muitos motoristas pensando em financiar carros próximos do teto de R$ 150 mil.
Para mim, esse é o maior risco.
Na maioria das cidades, um carro de R$ 80 mil a R$ 110 mil costuma entregar praticamente a mesma capacidade de trabalho de um carro de R$ 150 mil.
Se o objetivo é rentabilidade, geralmente o melhor carro não é o mais bonito nem o mais caro; é o que:
Consome menos combustível;
Tem manutenção barata;
Tem boa aceitação nos aplicativos;
Fica pouco tempo parado na oficina.
Como política pública, o programa tem lógica: renova a frota, movimenta a indústria automotiva e oferece crédito mais barato para uma categoria que normalmente encontra dificuldade para financiar veículos.
Para o motorista individual, eu diria:
É um bom investimento apenas se o carro for encarado como ferramenta de trabalho e a parcela couber com folga no faturamento.
Se a pessoa entrar no programa para pegar um carro acima do que sua operação suporta, ela pode acabar trocando o problema do aluguel por uma dívida longa.
Uma conta que eu gosto de fazer é simples: a parcela do financiamento idealmente não deveria consumir mais que cerca de 20% a 25% do faturamento bruto mensal do motorista. Acima disso, qualquer queda de demanda começa a apertar bastante o orçamento.